Estudo adicional
Na doutrina da Trindade, não encontramos três diferentes papéis divinos revelados por uma pessoa (isso é modalismo ou sabelianismo). Também não há três deuses em um grupo (isso é triteísmo ou politeísmo). O único Deus (“Ele”) é também, e igualmente, “Eles” e “Eles” estão sempre juntos, sempre atuando em estreita cooperação. O Espírito Santo executa tanto a vontade do Pai quanto do Filho, que é também a Sua vontade.
Algumas pessoas têm dificuldades com a questão da divindade de Cristo porque, enquanto Jesus viveu na Terra, em carne, Ele foi submisso à vontade do Pai. Muitos veem isso como “prova” de que Ele era de alguma forma menor do que o Pai. Essa realidade, no entanto, não refletia a estrutura interna da Divindade. Essa subordinação refletia, ao contrário, a maneira pela qual o plano da salvação devia operar. Jesus devia assumir a humanidade, tornando-Se “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2:8). Além disso, “embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-Se o Autor da salvação eterna para todos os que Lhe obedecem” (Hb 5:8, 9). Essas declarações revelam que a função de subordinação desempenhada por Jesus foi consequência da encarnação, que foi fundamental para o plano da salvação. Elas não provam que Ele tenha sido outra coisa, senão totalmente divino e eterno. Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 19.
Pergunta para reflexão
João 8:58 diz: “Respondeu Jesus: ‘Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!’” (NVI) Como esse texto revela poderosamente a plena divindade de Cristo?
Resumo: Se quisermos aprofundar nosso amor pelo grande Deus infinito a quem servimos e ser levados a adorá-Lo, devemos primeiramente tentar entender o que Ele nos diz sobre Si mesmo. A Trindade é um mistério, mas nas Escrituras “mistérios” são verdades profundas que um Deus infinito nos revela em nível finito. Assim, somente de joelhos dobrados podemos ter confiança ao falar de Deus.
Respostas sugestivas:
1: Seu nome eterno é Eu Sou, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, sempre o mesmo e sempre único.
2: Homem e mulher formam uma só carne, assim como Deus, mesmo sendo três pessoas é um, com um propósito.
3: Deus é um. Só há um Deus no Universo.
4: Embora sempre tenha sido Deus e nunca tenha perdido a divindade, Jesus Se tornou humano e não Se apegou à igualdade com Deus.
5: Aceitou a adoração porque entendia que era correta. No entanto, Paulo, que realizou obras semelhantes às de Jesus, não se considerou digno de adoração.
6: O Espírito de Deus pairava sobre o abismo sem forma e vazio, participando da obra de criação da Terra.
7: As pessoas devem ser batizadas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A conversão é um milagre da Trindade.
8: Deus Se referiu a Si mesmo como mais de uma pessoa, ao usar o plural: “Façamos”, “nossa imagem”, “nossa semelhança”.
9: Deus usou o plural, ao perguntar: “Quem há de ir por nós?”.
10: As três pessoas aparecem: “Aquele que nos confirma... em Cristo... é Deus, que... nos selou e nos deu o penhor do Espírito...” “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo.”
11: Existem cerca de 275 referências às três pessoas da divindade, incluindo substantivos e pronomes (195 referências ao Filho, 55 referências ao Pai e 25 referências ao Espírito Santo), o que confirma a realidade e a evidência da Trindade.